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O Pão
Desde: 13/05/2002      Publicadas: 148      Atualização: 07/07/2004

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 HEPATITES VIRAIS

  19/05/2004
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PNHV: Hepatites também são transmitidas durante o parto.

Ministério da Saúde - Secretaria de Vigilância em Saúde - Programa Nacional de DST/AIDS - ASSESSORIA DE IMPRENSA - 18/05/04 - Transmissão Vertical - A má notícia, apresentada pela médica Gerusa Figueiredo, do Ministério da Saúde, no I Congresso Brasileiro de Prevenção da Transmissão Vertical do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), que está sendo realizado em João Pessoa (PB), é que assim como a aids, as hepatites também podem ser transmitidas para os bebês durante o parto.

Recém-nascidos devem ser vacinados nas primeiras 12 horas de vida

Qual a relação entre as hepatites virais e a aids? Até o momento as pesquisas sobre o assunto não são conclusivas, mas todas apontam para uma estreita relação entre uma doença e outra. Estudos feitos em São Paulo com gestantes soropositivas descobriram uma prevalência de 33% do vírus da hepatite C entre as mulheres.

A má notícia, apresentada pela médica Gerusa Figueiredo, do Ministério da Saúde, no I Congresso Brasileiro de Prevenção da Transmissão Vertical do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), que está sendo realizado em João Pessoa (PB), é que assim como a aids, as hepatites também podem ser transmitidas para os bebês durante o parto.

E pior ainda: para a hepatite B existe uma vacina que deve ser aplicada nos bebês até 12 horas após o nascimento. Mas, para a hepatite C, não há muito o que fazer, a não ser evitar a doença. O vírus da hepatite C é de transmissão sanguínea e ocorre muito entre usuários de drogas injetáveis, pessoas que compartilham seringas em aplicações de anabolizantes, silicones ou coquetéis de vitaminas para fins esportivos. O vírus também foi encontrado na tinta usada em tatuagens, podendo ser transmitido mesmo com o uso de agulhas descartáveis.

A hepatite B é de transmissão sexual e, portanto, pode ser evitada com o uso do preservativo. Ambas provocam cirrose hepática e câncer de fígado, e demoram até 20 anos para manifestar esses quadros. Daí, serem consideradas uma ameaça à saúde pública e uma bomba relógio que pode causar grandes prejuízos econômicos e sociais nas duas próximas décadas.

Prevenção e tratamento

Ninguém sabe quantas pessoas podem estar convivendo com os dois vírus no Brasil, mas com certeza são mais pessoas do que os 600 mil que têm o HIV.
Atualmente há 9 mil pessoas sendo medicadas com o Interferon, a droga que consegue curar a hepatite C em seis meses, desde que ela não tenha evoluído para um quadro muito grave.


O trabalho de prevenção às hepatites virais é parecido com o da aids. O uso do preservativo evita o contágio do vírus B e programas de redução de danos entre usuários de drogas injetáveis pode reduzir a transmissão do vírus C, bem como um controle rigoroso da qualidade do sangue. A atenção no pré-natal também detecta os vírus a tempo e a mãe pode ser tratada durante a gravidez, evitando a transmissão.

A prevenção do tipo B está sendo feita através da vacinação de todas as crianças desde 98 e dos menores de 21 anos desde 2001. Adultos podem solicitar as vacinas nos postos de saúde, mas segundo Gerusa Figueiredo ela já não tem eficácia em maiores de 40 anos e pessoas obesas.

"O importante, agora, é que a vigilância das hepatites virais seja feita com mais rigor. Para evitar a transmissão vertical, estamos sugerindo a solicitação do teste na gravidez e a adoção dos procedimentos médicos na gravidez e no parto", informou. A partir deste ano, os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), criados pelo Ministério da Saúde para fazer o diagnóstico do HIV, também passarão a oferecer os testes para detecção das hepatites B e C.

Mais informações:
Programa Nacional de Controle das Hepatites Virais - Carlos Estênio / Lúcio Ribeiro / Ubirajara Rodrigues - (61) 315-3676 Márcia Lage - João Pessoa - (61) 9986-4918






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