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O Pão
Desde: 13/05/2002      Publicadas: 148      Atualização: 07/07/2004

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 TRANSPLANTE

  16/05/2004
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Espanhóis descobrem que enxerto de pele pode curar hemofilia

13/05/2004 12h57 - Madri, 13 mai (EFE).- Uma equipe de cientistas espanhóis constatou que os enxertos de pele geneticamente modificada corrigem doenças como a hemofilia e a osteoporose, ao transportar para o sangue substâncias que ele não produz.






O grupo do Centro de Pesquisas Energéticas, Ambientais e Tecnológicas (Ciemat), coordenado por José Luis Jorcano e que estuda a engenharia tissular e a terapia genética da pele desde os anos 80, trabalha agora em experimentos com ratos a partir dos quais viu que a pele atua como biorreator que sintetiza uma substância e a lança na corrente sangüínea.

A experimentação em humanos a partir da pesquisa da equipe, junto com a Cruz Vermelha da cidade espanhola de Oviedo, em tratamentos de regeneração da pele a partir de tecidos cultivados em laboratório, foi aplicado até agora com grande sucesso em cerca de 100 pessoas, disse hoje, quinta-feira, o coordenador do estudo.

O tecido geneticamente modificado e aceito pelo organismo do paciente submetido a um enxerto por causa de queimaduras severas (as que atingem mais de 60 por cento do corpo) apresenta níveis de bons resultados entre 20 e 90 por cento.

Esse tipo de enxerto de pele não se limita às queimaduras, mas também é usado no tratamento da úlcera, que, no caso das crônicas (abertas durante mais de seis meses e que afetam 2 por cento da população), permite a cicatrização das feridas em 80 por cento dos casos.

Para as úlceras, o material do tecido utilizado não procederia do doente, mas seria gerado a partir de células de doadores, especialmente de crianças (materiais de operação ou pele do prepúcio nas comunidades onde se pratica a circuncisão).

Quando o tecido cultivado é aplicado sobre a úlcera, produz-se a expansão da pele do doente a partir das bordas da ferida, que se cicatriza em um período de cerca de 6,6 semanas, segundo os resultados dos testes.

Apesar das vantagens dessa técnica, aproximadamente 25 por cento das úlceras são recidivas, ou seja, reaparecem com o tempo porque "o tratamento não cura a doença", disse o diretor.

Outra descoberta da equipe é que a pele enxertada depois de sua passagem pelo laboratório permite administrar leptina em pacientes com lipodistrofia, mal que atinge os portadores da Aids.

A engenharia tissular utilizada por estes pesquisadores para a reconstrução da pele é realizada a partir de uma biópsia de dois centímetros quadrados, da qual se pode obter em cerca de três semanas uma superfície de pele cultivada de um metro quadrado.



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